As obras da nova subida da Serra de Petrópolis começarão dentro de 30 dias. Na edição de ontem do jornal O Globo, o presidente da Concer – concessionária que administra o trecho entre Rio e Juiz de Fora da BR-040 –, Pedro Jonsson, garantiu o início das obras, previstos no contrato de concessão de 1996. Deverá haver um ato político para o começo dos trabalhos na rodovia, com a possibilidade da presença da Dilma Rousseff ou do ministro dos Transportes, César Borges.
No entanto, ainda não há definição sobre o polêmico túnel de cinco quilômetros entre o Belvedere e Petrópolis. A autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e as licenças ambientais obtidas pela Concer são apenas para o trecho entre o Rio de Janeiro e o Belvedere.
Apesar de vários adiamentos do início das obras desde que o projeto de duplicação foi apresentado pela concessionária em 2010, o vice-presidente da Comissão de Transportes da Câmara, deputado federal Hugo Leal (PSC), afirmou que, desta vez, a duplicação sairá do papel. Segundo ele, essa demora é um assunto que tem irritado a presidente Dilma.
No mês passado, chegou a ser noticiado que Dilma anunciaria, em evento no Rio, a autorização federal para o início das obras em três rodovias do estado consideradas como os grandes gargalos para o desenvolvimento da região, o que não aconteceu. Membros do governo federal entenderam que seria melhor um anúncio para cada obra, e o da BR-101, na duplicação do trecho entre Rio Bonito e Casemiro de Abreu, já aconteceu. O próximo anúncio será o da BR-040. Em seguida será o da Via Dutra.
O deputado Hugo Leal faz questão de destacar que, num primeiro momento, não haverá recursos públicos na Rio-Petrópolis. A Concer é quem pagará pela duplicação. Se, em 2021, quando terminar a concessão, for constatado um desequilíbrio financeiro no contrato da concessionária, a União ressarcirá a empresa.
Pelo contrato de concessão, ficou estipulado que a empresa faria a duplicação da serra, a um custo de R$ 80 milhões. Este valor, corrigido pela inflação, chega a menos de R$ 300. A Concer já declarou que o projeto inicial, passados 17 anos, está defasado, sendo necessárias as mudanças incorporadas no projeto de 2010. Entretanto, essa nova proposta custaria cerca de R$ 900 milhões. Durante os últimos três anos, a discussão foi sobre quem financiará a diferença de quase R$ 600 milhões.
Para completar o valor, a Concer pedia a prorrogação do contrato de concessão ou o aumento do valor do pedágio – hoje em R$ 8 em cada uma das três praças de pedágio nos 180,4 quilômetros concedidos. Agora, com a decisão de a Concer pagar a princípio pela obra, para ser ressarcida daqui a oito anos, não há, ao que tudo indica, mais empecilhos para o início da duplicação da serra.
Até o fechamento desta edição, a Concer e a ANTT não responderam as perguntas do Diário de Petrópolis sobre os detalhes do projeto da nova subida da Serra de Petrópolis.
Fonte: Diário de Petrópolis

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