quarta-feira, 3 de abril de 2013

PREVENÇÃO É A MELHOR OPÇÃO PARA DIAGNOSTICAR E TRATAR O CÂNCER DE CÓLO DE ÚTERO

De acordo com o Inca, Instituto Nacional do Câncer, a estimativa em 2012 foi de 17.540 casos

Câncer de colo de útero, também conhecido por câncer cervical, é um tipo de evolução lenta atinge, na maioria dos casos, mulheres acima dos 25 anos. Ele atinge o colo uterino, podendo se estender ate o canal vaginal. Seu principal agente é o papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento do câncer de pênis.

É o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz cerca de 4.800 vítimas fatais e apresenta aproximadamente 18.500 novos casos. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva, o estágio mais agressivo da doença. Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos diagnosticados no País são de lesão “in situ” precursora do câncer, que ainda está restrita ao colo e não desenvolveu características de malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos casos.

Segundo a Dra. Carla Ismael, médica oncologista que faz parte do corpo clínico do Centro de Terapia Oncológica (CTO) e presidente da Sociedade Franco Brasileira de Oncologia, com exames preventivos é possível diagnosticar mais cedo a doença e obter maior possibilidade de cura. ”Fazendo o exame ginecológico, colhendo células do colo uterino, é possível verificar as alterações das células que podem desencadear o câncer. Esse exame preventivo é o Papanicolau, por isso a necessidade de sua realização periódica”.

Dentre os principais sintomas estão: sangramento, saída de líquido cor de carne e dor na região da pelve. Antes, as mulheres mais acometidas pela doença estavam na faixa etária dos 50 anos, mas atualmente houve uma diminuição da idade, aparecendo em mulheres mais jovens, com cerca de 25 a 30 anos.

“A infecção pelo vírus HPV, que é transmitida sexualmente e é a principal causa do câncer de colo uterino. Dentre os fatores de risco estão: relações sexuais sem a proteção da camisinha, que aumenta o risco de transmissão do HPV, infecções de colo uterino não tratada e que se repetem e múltiplos parceiros sexuais”, explica Dra. Carla com relação aos cuidados durante a atividade sexual.

Existem dois tipos distintos de tumores, os Epidermoides, que são os mais frequentes e o Adenocarcinoma e o Sarcoma que são mais raros. Antes de se tornar maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasia intraepitelial cervical), que pode ser classificada em graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso. Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo de útero ainda está entre as enfermidades que mais atingem as mulheres e levam a óbito no Brasil.

A prevenção do câncer de colo de útero está diretamente associada ao esclarecimento e avanço educacional da população a respeito dos fatores de risco e prevenção. Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o ginecologista e fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade. No entanto, a vacinação das meninas nos primeiros anos de vida contra o HPV continua sendo medida preventiva bastante eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do vírus.

“A vacina para proteção contra o HPV deve ser feita na menina antes do início da vida sexual. É importante ressaltar que o câncer de colo de útero e curável, e se conscientizar da necessidade de ir ao ginecologista ou ao posto de saúde anualmente para o exame preventivo, Papanicolau”, alerta a médica.

A VACINA
Existem duas marcas de vacinas aprovadas para prevenir a infecção por determinados subtipos do HPV, alguns deles responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.

A vacinação é recomendada para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade sexual. No entanto, como ainda não há vacinas contra todos os subtipos do vírus, que são muitos, mulheres já vacinadas devem continuar fazendo o exame preventivo de rastreamento, o Papanicolaou, que é oferecido também pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.

O TRATAMENTO
Parte das mulheres sexualmente ativas, que entram em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas. No entanto, uma vez confirmada à presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.

A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia). A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Recomendações Importantes
- Não existe idade mínima para as meninas receberem as vacinas disponíveis contra a infecção pelo HPV, apesar de a orientação serem ministradas a partir dos 9 anos de idade;
- Toda mulher precisa estar consciente de que o exame de Papanicolaou realizado periodicamente representa uma estratégia de rastreamento do câncer de colo uterino que pode salvar vidas;
- Nunca é demais ressaltar, que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de doenças sexualmente transmissíveis.

SERVIÇO
CTO – Centro de Terapia Oncológica
Rua Dr. Sá Earp, 309
Centro – Petrópolis/ RJ
(24) 2244-2005

Sociedade Franco Brasileiro de Oncologia
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1.059 - Gr.601
Copacabana, Rio de Janeiro/ RJ
(21) 2247-7874/ (21) 7899-8728

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