quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ALUNOS DE PROJETO SOCIAL REALIZADO PELA GE CELMA E SESI PARTICIPAM DE TORNEIO DE JUDÔ

O projeto Núcleo Petropolitano de Judô, realizado por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, atende 52 crianças e adolescentes que têm entre 7 e 15 anos Petrópolis, 24 de outubro de 2010 Um torneio realizado no SESI Petrópolis no último sábado (dia 20 de outubro) marcou a primeira exibição pública de alunos do Projeto Núcleo Petropolitano de Judô, que há um ano é patrocinado por meio de parceria entre a GE Celma e o SESI.

As aulas são ministradas pelos professores Marcus Vinícius Vogel e Eliana Garro e beneficiam 52 crianças e adolescentes que têm entre 7 e 15 anos. No torneio, que contou com a presença de pais e responsáveis dos alunos, o grupo participou de competições e demonstrações organizadas pela equipe técnica do projeto. Também houve entrega de faixa e certificado para os que realizaram teste de graduação no mês de setembro.

Sobre o tatame montado na quadra do SESI Petrópolis, o brilho nos olhos dos alunos deixava claro que o evento representava bem mais para o grupo do que boa parte do público podia imaginar. Moradores de uma área carente do bairro Duarte da Silveira, eles encontraram no judô não apenas uma atividade física: a arte marcial lhes garantiu mais disciplina, responsabilidade e melhorou o relacionamento de todos com a família e os amigos. “O projeto contribui diretamente para a formação destes jovens”, atesta a coordenadora de desenvolvimento de Projetos do Sistema FIRJAN, Simone Klein.

Jeferson Luis da Rosa e Luana Paladino Neves da Rosa, pais de Caio, de 12 anos, Cauê, de 6, e Miguel, de 2 anos, reconhecem a importante contribuição do projeto. Os dois, que, no início, resistiram à ideia de levar os filhos para as aulas de judô na sede da Associação de Moradores do bairro, agora não imaginam a vida deles sem a arte marcial. “O Caio sempre foi uma criança muito dispersiva. Não fazia o que pedíamos, não queria saber dos deveres da escola. Quando me disse que queria ir para o judô, eu disse que não. Só cedi depois de muita insistência dele e do pessoal da Associação de Moradores. Hoje percebo o quanto essa decisão foi acertada”, revela Luana, orgulhosa do primogênito.

O pai enumera as mudanças no dia-a-dia da família. “Caio amadureceu. Ficou mais responsável. Hoje organiza o próprio dia, faz os deveres de casa e melhorou muito na escola. Antes, suas notas eram sempre perto da média. Hoje, no boletim, vejo só nota 8, nota 9. Nunca imaginei que o judô pudesse gerar tantas mudanças”, reconhece ele, que já começou a levar também o filho do meio, Cauê, para as aulas. “Hoje somos os maiores incentivadores”, revela.

Aos 10 anos, Gabriela Brusdzenski Thomaz também mudou depois do judô. A avó, Ana Lúcia Brusdzenski, com quem a criança mora desde a morte do pai, se emociona ao falar da prática do esporte. ”A Gabi era muito desatenta e tinha dificuldades para se relacionar com os amigos. Com o judô ficou mais extrovertida e disciplinada. Não perde um dia de aula. Quando a olho no tatame fico pensando que eu a mãe dela ainda vamos vê-la representando o Brasil em competições internacionais”.

Depois de assistir as apresentações dos alunos do projeto, o presidente da GE Celma, Júlio Talon, disse estar orgulhoso. “Mais do que o futuro do esporte brasileiro, este aqui é o futuro do país. Tenho muito orgulho de fazer parte de tudo isso. Que essa parceria entre a GE Celma e o SESI sirva de exemplo e se perpetue, dando oportunidades a outros jovens”, disse, antes de receber de presente um quimono, entregue por alunos do projeto.

Secretária da Associação de Moradores do São João Batista, Adriana Moura diz que, além de dar ao grupo espírito esportivo, o projeto Núcleo Petropolitano de Judô garantiu a todos noções de limite, respeito e solidariedade. “Não vemos mais crianças brigando na rua, desrespeitando as pessoas, tirando notas baixas. Pelo contrário. Esses moradores nos enchem de orgulho e de esperança. Um trabalho como esse pode e deve ser multiplicado. O projeto e seus resultados estão aí, para quem quiser ver”, comemora.

O Projeto Núcleo Petropolitano de Judô – Duarte da Silveira está enquadrado na Lei Federal de Incentivo ao Esporte LIE nº 11.438/06, onde as empresas tributadas pelo lucro real podem utilizar até 1% do Imposto de Renda devido para financiar projetos esportivos.

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