“Em apenas uma tarde, em Petrópolis, avistei quatro pessoas usando cadeiras de rodas motorizadas em pleno Centro Histórico. Estavam fazendo compras, interagindo com as pessoas com mobilidade garantida. Uma cadeira de rodas motorizada é um artigo mais caro, mas muitas pessoas ainda nem saem de casa por falta de uma cadeira convencional e muitas outras poderiam ter mais autonomia se conseguissem próteses apropriadas. Só na Cidade Imperial são 39 mil pessoas com algum tipo de deficiência e o projeto de lei é justamente para isso: identificada a necessidade do idoso ou deficiente, buscar em toda a rede pública do Estado o aparelho, a prótese ou o recurso que ele necessite”, defende Bernardo Rossi.
A meta é que o trabalho seja executado em parceria com as secretarias municipais de saúde. Identificada a necessidade do idoso ou deficiente, ele pode ser encaminhado ao banco de próteses com atendimento individualizado. No local, ele é direcionado à instituição que pode suprir sua necessidade dentro do Estado do Rio. Caberá ao Estado e ao município custearem deslocamentos e os equipamentos em si.
“Entidades assistenciais, como a Pró-Deficientes de Petrópolis fazem esse trabalho, mas que limita-se às cadeiras de rodas e muletas, por exemplo. Uma prótese sob medida precisa de um atendimento maior e o banco de próteses associado a uma instituição estadual como o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, o Into, pode cumprir esse papel”, exemplifica o parlamentar.
O banco de próteses prevê o envolvimento de instituições públicas de várias especialidades e funcionaria como uma “ponte” entre os pacientes atendidos nas redes pública municipal e estadual junto aos hospitais e instituições especializadas. “Podem ser incluídas as próteses mamárias, oculares, auditivas e toda a gama de recursos tecnológicos que hoje temos para que o idoso ou o deficiente tenha as mesmas condições de vida de uma pessoa dita ‘normal’’, defende Bernardo Rossi.
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