“O Ano Litúrgico como ritmo para uma vida plena de sentido” - Anselm Grün e Michael Reepen

O Ano Litúrgico, com suas diversas festas, dá àqueles pensamentos, sentimentos, imagens e idéias, que normalmente empurramos para o plano do desconhecido, a possibilidade de vir à tona, enfim, de aparecer. Diante de nossos olhos, surgem imagens e símbolos que liberam as visões do inconsciente e os elementos contidos nos sonhos. Em nossa linguagem diária, não temos palavras nem conceitos para definir o que ocorre abaixo da superfície e, mesmo assim, essas coisas precisam ser expressas, para que não fiquem à parte, para que não caiamos numa doentia divisão de identidade. Se aqueles elementos profundos se manifestam, seu efeito regenerativo cresce, dando-nos novas forças e equilíbrio interior.
As imagens e símbolos do Ano Litúrgico nos fazem ver quem realmente somos e trazem à tona nossos pensamentos e sentimentos ocultos, dando-lhes uma forma na qual se manifestam. Isso nos faz bem, liberta-nos do medo, para que um pouco do desconhecido nos inunde a alma. E nos dá a possibilidade de lidarmos abertamente com nosso inconsciente.
Anselm Grün nasceu em 1945, entrou, aos 19 anos, no mosteiro beneditino de Münsterschwarzach. Nos anos setenta, Anselm Grün redescobre a tradição dos antigos monges e vê o seu novo significado, sobretudo em conjunção com a moderna psicologia. Após se graduar em Filosofia, Teologia e Administração, assumiu, em 1977, a administração financeira e a gestão do mesmo mosteiro.
Michael Reepen nascido em 1959 é abade da Abadia Münsterschwarzach desde maio de 2006. Foi mestre de noviços, dirigiu cursos sobre temas de espiritualidade e trabalhou como missionário na Tanzânia.
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