A Comissão Especial instituída pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para acompanhar as obras da nova pista de subida da Serra na Rio-Petrópolis-Juiz de Fora promove sua primeira audiência pública nesta terça-feira, dia 17, às 11h, no Palácio Tiradentes, sede do parlamento estadual, no Rio. Confirmaram presença na audiência o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Macedo Bastos, o presidente da Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio (Concer), Pedro Jonsson, e o secretário de Transportes do Estado, Julio Lopes..
Um levantamento informal aponta que em 20 quilômetros da pista de descida, 15 têm rachaduras e remendos. Na pista de subida, entre os quilômetros 101 e 83, a situação ainda é pior: de 18 quilômetros em 16 deles há buracos e rachaduras. "Avistamos também fissuras e desnivelamentos provocados pela tentativa de se remendar o concreto com massa asfaltica", aponta Bernardo Rossi.
As situações mais críticas na pista de subida podem ser verificadas nos quilômetros 100, 99 e 98, com destaque para o quilômetro 94, onde toda a semana tomba um caminhão. Já na descida, logo no início, os remendos e rachaduras já podem ser vistos no quilômetro 83. A situação prossegue ainda entre os kms 85 e 88, com muitos acidentes na altura do Belvedere e prossegue com muitas falhas na pistas ainda nos quilômetros 90 e 91. “Essas são as áreas piores, mas toda a a extensão das pistas parece uma colcha de retalhos de tantos remendos", afirma Bernardo Rossi.
A obra iniciada em maio chega com um atraso de oito anos. Ela deveria ter sido concluída em 2006 conforme previa o contrato de concessão iniciado em 1996. Estimada na ocasião em R$ 80 milhões, a obra só ganhou um projeto executivo em 2010 e os custos subiram mais de 1000% ultrapassando a barreira de R$ 1 bilhão dos quais a Concer anunciou que teria menos de R$ 300 milhões em caixa.
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