
O método é recomendado em casos de dor crônica na coluna, especialmente em situações onde o paciente está impossibilitado de passar pelo tratamento cirúrgico. Idosos – que muitas vezes têm outras doenças associadas – e pessoas que não podem ser submetidas à anestesia geral (momentaneamente ou definitivamente) são alguns exemplos. O procedimento com radiofrequência é rápido, feito com anestesia local e o efeito dura aproximadamente dois anos.
Segundo o neurocirurgião da Clínica da Dor no Hospital SMH Jorge Cilento, que se especializou no maior centro de controle da dor do país, o Singular, “a ideia é eliminar a dor temporariamente, porém, de uma forma mais eficiente do que os medicamentos comuns, devolvendo a qualidade de vida à pessoa. A técnica minimamente invasiva utiliza a radiofrequência que, através da introdução de um cateter, age na raiz sensitiva afetada ou no disco vertebral”, explicou o médico, ressaltando que o paciente não está curado, já que o foco do problema não foi tratado. “Há casos, por exemplo, onde o tratamento definitivo é a retirada do disco vertebral. Se o paciente não pode realizar a cirurgia, a radiofrequência é recomendada para aliviar o sofrimento. Ela vai diminuir o volume (inchaço) da região, reduzindo também os riscos de infecções e sangramentos, além da necessidade de medicamentos”, pontuou Cilento.
A intervenção é feita no centro cirúrgico com o auxílio de um aparelho de raio X ou tomógrafo. A pessoa é apenas sedada e recebe alta no mesmo dia. Nas intervenções feitas através da região sacral (base da coluna vertebral), o neurocirurgião aplica uma técnica ainda mais moderna que permite a utilização de apenas uma agulha para atingir até três níveis sensitivos simultaneamente. “A dor incapacita a pessoa de levar uma vida normal e, muitas vezes, a obriga a abrir mão da profissão e do convívio social. Este é um método recente que traz uma série de benefícios e representa a possibilidade de uma vida normal àqueles que sofrem de doenças crônicas na coluna”, finalizou o neurocirurgião.
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