A Assembleia Legislativa do Rio (Alejr) aprovou na última quinta-feira e agora vai à sanção do governador Sérgio Cabral, projeto de lei do deputado Bernardo Rossi, que garante trânsito livre por propriedades privadas que sejam acesso a locais de “interesse para a visitação pública”, como montanhas, praias, rios, cachoeiras e cavernas.
A autorização aplica-se apenas aos locais já tradicionalmente utilizados como rota de acesso. A delimitação de novos caminhos deverá ser estabelecida pelo órgão ambiental do município ou estadual. A intenção é resguardar a prática de montanhismo e turismo de aventura ou ecológico no estado. “São esportes e atividades de turismo e lazer que existem antes das construções que obstruem acessos. Com essa proposta, queremos que estas visitações sejam asseguradas”, explica Bernardo Rossi, apontando o potencial de várias cidades, entre elas Petrópolis, para a exploração deste tipo de Turismo.
O projeto foi inspirado em estudo do Centro Excursionista Petropolitano, entidade dedicada à atividade há 55 anos ininterruptos. A ocupação urbana, segundo o CEP, com construções no "pé" de vales em Petrópolis veio ao longo dos anos se tornando uma barreira para essa prática esportiva. O CEP lista 23 cumes de montanhas cujo acesso é impedido atualmente por propriedades particulares. O site da Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro também apresenta uma lista com mais 23 sítios com problemas de acesso.
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O projeto de lei prevê livre trânsito nas propriedades que levam a montanhas, paredes rochosas, praias, rios, cachoeiras e outros sítios onde haja o interesse da visitação pública e a prática de esportes. A lei, no entanto, estabelece regras para a utilização dessas "passagens" de modo a permitir a visitação sem prejuízos para a propriedade privada.
O projeto de lei menciona os caminhos já existentes, tradicionalmente usados assim como os que precisam ser constituídos para possibilitar o acesso a sítios ainda não explorados. A delimitação dos novos caminhos deve ser feita pelos órgãos ambientais municipal ou estadual e sugerida pelos proprietários das áreas. Se houver conflito entre a proposta de usuários e de proprietários o organismo público competente irá definir o melhor procedimento.
O trânsito por esses caminhos também terá de obedecer regras de preservação e se dar de forma que não impacte o ambiente nem a propriedade particular. "Os órgãos ambientais irão regulamentar todos os procedimentos. É preciso garantir ambos os lados, usuários e proprietários, em segurança e tranquilidade", completa Bernardo Rossi.
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